Alegria, alegria... eu voltei para ninguém! Já que as pessoas não comentam nada por aqui, creio que esteja falando sozinha... só que eu gosto daqui, entonces... this is it. (Criando tag pro Google... ha ha!)É verdade que eu já não tinha lá muito o hábito de atualizar meu blog com frequência, mas depois que o termo "blog" teve seu acesso bloqueado pelo servidor aqui no meu trabalho, passei a atualizar ainda menos...
Esta tarde, por acaso, tentei, assim bem despretensiosamente, acessar e pimba! (adoro quem fala com interjeições...), abriu-se o Vinte Anos de Solidão! E eu fiquei feliz e já loguei para atualizar e nisso lembrei-me de algo fundamental: não tinha assunto... =]
Mas então, a exemplo de uma crônica que li certa vez, que era a "receita de como 'não' fazer uma crônica" (a qual transcrevo abaixo, e que é de autoria de Leon Eliachar), fiz este post, que não trata exatamente do mesmo tema da crônica, nem sei se trata de alguma coisa... =P
Mas que lembrou-me a mesma, lembrou... vá lá saber o porquê!
"A Crônica Original
Fazer crônica não é escrever palavras bonitas nem construir frases de efeito, nem falar dos inimigos, nem elogiar amigos, nem descrever paisagens, nem contar casos fictícios querendo dar a impressão de verdadeiros, nem procurar assunto na falta de assunto, nem encher uma lauda pra dizer que o dólar está subindo, nem responder cartas de leitores, nem inventar cartas pra fingir que recebeu, nem tentar convencer ninguém que a vida é de amargar, nem querer impingir nos outros que em tudo há poesia, nem achar tudo triste, nem achar tudo alegre, nem falar de sua solidão, nem de seus problemas, nem dizer o que fez ontem ou o que vai fazer amanhã, nem desabafar seus problemas, nem enumerar seus vícios, nem querer corrigir os dos outros, nem bancar cabotino, nem o falso modesto, nem imaginar o tipo de mulher ideal, nem provocar enquetes, nem manter polêmicas, nem analisar a situação internacional, nem combater o governo, nem defendê-lo, nem dizer o que faria se fosse o presidente da República, nem contar numa segunda-feira onde passou o fim de semana, nem lutar pela semana inglesa, nem transcrever artigos de revistas estrangeiras, nem rememorar velhos tempos, nem citar amigos para fazer igrejinhas, nem anunciar a primavera, nem falar na falta d'água, nem endeusar os jogadores de futebol, nem proclamar que o Brasil está à beira do abismo, nem combater o cinema nacional, nem criticar o nosso teatro, nem ironizar as quase vitórias das nossas misses, nem fazer previsões para as campanhas eleitorais, nem tirar conclusão de coisa alguma.
- E você consegue fazer uma crônica sem nada disso?
- Claro: olha aí pra cima.















